Bem vindo - Welcome - Bienvenido

Mensagens Bíblicas, Estudos & Meditações.

domingo, 10 de abril de 2016

QUEM DEU CRÉDITO A NOSSA PREGAÇÃO?

"Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor?" (Isaías, 53:1)

Ninguém se atreve a si opor a Maomé, mas a Jesus Cristo crucificaram (Mt 27: 33), e como fizeram a Ele, nós perseguem até quando nos matam (Jo 15: 18-25) Por outro lado todos acham sabias as palavras de Confúcio, porém os ensinamentos de Jesus Cristo desprezam (Jo 15: 10, 20; Is 53: 1) O mundo tem seus mártires, eles seguem e defendem as suas idéias, no entanto somos martirizados todos os dias em varias nações simplesmente porque somos crentes em Jesus e guardamos as suas palavras (15: 18-20) Muitos crêem que há um só Deus: fazem bem, entretanto os demônios o crêem, e estremecem (Tg 2:19)
O nosso Deus é verdadeiro, é o Deus da Bíblia, o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Jo 1:1-2; I Jo 5:7-9); mas não basta somente dizer que crê se não obedece a sua vontade, a fé sem obras é morta (Tg 2:17) é necessário guardar sua Palavra, esta é a obra (Jo 15: 10, 20; I Jo 5: 2)

O mundo acende velas, incensos, fazem orações, sacrifícios, cantam mantras, fazem rezas, rituais, invocam espíritos que na verdade são demônios, criam filosofias, doutrinas, etc; Tendo conhecimento de Deus pela revelação natural, não o glorificam como Deus, Mudam a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e repteis; Mudaram a verdade de Deus em mentira, adoram e servem a criatura ao invés do Criador, chamam de santo, ou deuses os seus ídolos mudo (Rm 1:23, 25) Procuram manter- se em contato com o reino espiritual, mas sem o Espírito da Verdade ( 1Jo 5: 6,-8; Jo 15:26) e a doutrina Divina, ficam a mercê do engano das trevas, buscando a satisfação pessoal e a concupiscências da carne. Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida, ninguém se aproxima do verdadeiro Deus se não for por Ele (Jo 14:6) Sem Cristo todo o esforço em seguir uma religião é inútil, e está não pode salva-lo, pois não é possível alcançar salvação por esforço humano e nem a graça de Deus por mérito próprio, e só existe um caminho que nos conduz a Salvação; Não há salvação em nenhum outro nome, senão no nome de Jesus (Jo 14:6; At. 4:12).

O mundo rejeita o Criador, e não querem sofrer a sã doutrina; e com comichão nos ouvidos, amontoam para si doutores, conforme as suas próprias concupiscências; doutrinas de demônios (I Tm 4:1) que desviam as pessoas da verdade (II Tm 4: 3-4).Por isso preguemos o Evangelho puro e não falsificado (I Pe 2) piedosamente e sem torpe ganancia, como convém a sã doutrina (Tt 2:1) Ensinando-os que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, para viverem neste presente século, sóbrios, justos, e piedosamente. Aguardando ao nosso Senhor Jesus Cristo em sua glória (Tt 2::12-13) porque fiel é a palavra, isto devemos afirmar, para que crendo eles em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens (Tt 2:8) .

Anselmo Silva

terça-feira, 5 de abril de 2016

QUE DIREMOS POIS?

Que diremos pois? Permaneceremos no pecado para que a graça nos abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? (Rm, 6:1-3).

Para entender esses dois versículos, é preciso lé a segunda metade do capitulo 5, onde o Apóstolo Paulo fala sobre a justificação pela fé, paz e graça de Deus; com enfase no verso 20 que diz: "onde o pecado abundou, superabundou a graça".

O que isso significa? É importante refletirmos que a permanência no pecado é iniquidade e morte espiritual. Estávamos mortos em pecados e ofensas para Deus (separados de Deus pelo pecado original) , mas vindo Cristo, nos ressuscitou com Ele, e agora estamos vivos para Deus e mortos para o pecado (Rm 6: 2). A graça de Deus abundou sobre o pecado, a justiça e a misericórdia de Deus foram maiores que a nossas ofensas.

O que faremos então? Devemos permanecer no pecado afim de que a graça de Deus nos seja abundante? De maneira nenhuma; Isto é pensar que quanto mais for os pecados, mais será abundante a graça de Deus em nossas vidas; não é bem assim, não podemos permanecer no pecado e viver nele. Não é assim que se desperta a atenção do Senhor para nossas vidas. O que ganharemos nós se permanecermos no pecado? sendo que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna (Rm 6:23). Não é porque fomos os maiores pecadores que por isso acharemos que somos mais dignos de maior honra e abundancia de graça do que os outros; pois na verdade estávamos todos nós igualmente debaixo do pecado, desonrando nossos corpos cometendo torpezas e alimentando concupiscências (Rm 6:12-13) Mas Deus provou o seu amor em que Cristo nos salvou sendo nós ainda pecadores, morrendo pelo os nossos pecados (Rm 5:8)

O capitulo 6 de Romanos é uma exortação a não permanecer no pecado, pois estamos mortos para o pecado (Rm 6: 2,6,10,12,13). É também uma severa critica para aqueles que valendo-se das misericórdias de Deus, buscam oportunidade para cometer pecado, por não estarmos debaixo da lei, que consistia em morte; e sim debaixo da graça, onde opera a misericórdia de Deus (Rm 6: 15) Porque o pecado não tem mais domínio sobre aqueles pelo qual Cristo morreu (Rm 6: 6,14,18,22) Portanto não devemos da oportunidade ao pecado em nossas vidas, pelo fato de estarmos debaixo da graça de Deus e não dá lei (Rm 6:15) Ainda que debaixo da graça, onde opera a misericórdia, não pequeis; e, se pecarmos, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo (Jo 2:1).

Anselmo Conceição

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Farisaísmo na Igreja Moderna


O texto é uma exortação (um alerta) direcionada aos cristãos modernos, utilizando a figura histórica dos fariseus como um "espelho negativo" para ilustrar o perigo da religiosidade vazia, do legalismo e da hipocrisia. 

[...] Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus (Mateus 5:20). 

Fariseu, palavra que quer dizer "separados", referia-se a um grupo religioso fanático, numeroso e influente. Acreditavam que somente eles, com seus rígidos costumes e tradições religiosas criados pelos anciãos, poderiam entrar no paraíso. Eram eles que divulgavam as tradições orais e os costumes observados com rigor; os da época de Jesus ensinavam ao povo costumes e rituais extrabíblicos. 

O Senhor Jesus alertou os seus discípulos a ficarem longe do que Ele chamou de "fermento", que são as doutrinas heréticas dos fariseus e suas tradições e costumes, que não passam de mandamentos de homens. Os fariseus, por causa das tradições recebidas dos antigos, chegavam ao ponto de invalidar, em muitos casos, a Palavra de Deus. Reprovaram até mesmo Jesus por Ele não se enquadrar em seus rígidos padrões de conduta. Os fariseus eram pessoas avarentas, que amavam as riquezas e o ser vistos pelo povo; gostavam de aparentar humildade e santidade para serem elogiados pelas pessoas. 

Os fariseus gostavam de ostentar seus filactérios: palavra advinda do grego que significa "meio de proteção" ou "amuleto". Os judeus religiosos chamavam-no de tephillim, que quer dizer "orações". Eles os traziam amarrados em suas testas, entre os olhos, ou no braço esquerdo na altura do coração, e nas soleiras e nos batentes das portas de suas casas, por causa de uma extrema interpretação da Torá (Deuteronômio 6:6-9). 

Filactérios eram minúsculos pergaminhos onde escribas escreviam algumas passagens da Torá/Lei (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) com letras miúdas e em hebraico; usavam-nos o dia inteiro e nem mesmo os tiravam para dormir ou tomar banho. Os fariseus ostentavam seus filactérios, e Jesus condenou essa abusiva ostentação (Mateus 23:1-3). Jesus não usou esses filactérios, nem seus discípulos. Os fariseus também impediam o povo de ir até Jesus, e o Mestre os repreendeu por isso; não queriam entrar no Reino de Deus e nem deixavam o povo entrar (Mateus 23:13). 

 

Jesus, no relato de Mateus, capítulo 23, faz uma severa crítica aos costumes dos fariseus e suas práticas religiosas: "Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus". Os fariseus ensinavam as leis ao povo, mas não as praticavam. Queriam que o povo observasse as tradições dos antigos e as leis de Moisés, atando fardos pesados e difíceis de suportar aos ombros do povo, porém eles mesmos não queriam carregar. Tudo quanto faziam, faziam a fim de que fossem vistos pelos homens. Traziam pendurados em suas testas, no meio de seus olhos, largos filactérios. Amavam os melhores lugares, os primeiros assentos nas ceias e nas sinagogas. Gostavam de ser saudados nas praças, queriam todas as atenções para si; queriam ser chamados de rabi (mestre). Porém, um só é o nosso Mestre, a saber, o Cristo. Os sacerdotes fariseus aproximavam-se dos infiéis a fim de convertê-los ao judaísmo e, depois, transformavam-nos em fariseus como eles (Mateus 23:15). 

Mas quando é que o crente se torna um fariseu? Primeiro, vamos ver algumas das características dos fariseus: 

a) Eram avarentos, amavam as riquezas; 

b) Invalidavam a Palavra de Deus por causa de tradições e preceitos de homens; 

c) Atavam fardos pesados aos outros, que nem eles mesmos queriam mover com a ponta dos seus dedos; 

d) Eram presunçosos e hipócritas. 

O crente se torna fariseu quando... 

  • Quando se torna fanático, impondo regras e preceitos de homens aos irmãos que nem ele mesmo consegue cumprir. 
  • Quando invalida os mandamentos de Deus por causa de tradições e costumes de homens. 
  • Quando se aproxima de alguém por interesse próprio e, com o "fermento", convence-o à sua causa. 
  • Quando se apega às coisas desta vida, deixando de buscar o Reino de Deus e a sua justiça para que, assim, as demais coisas vos sejam acrescentadas. 
  • Quando aborrece os irmãos a ponto de lhes lançar tropeços que os impedem de buscar a Cristo e permanecer no Reino de Deus. 
  • Quando não entra pela porta estreita e impede os demais irmãos de entrar. 
  • Quando passa a amar as riquezas mais do que a Deus e a Jesus Cristo. 
  • Quando passa a gostar de ser saudado nas ruas com o título eclesiástico que recebeu. 
  • Quando passa a ostentar roupas, sapatos, títulos, bens materiais, anéis de doutorado em teologia, viagens internacionais etc., e não mais as marcas de combate de um bom soldado de Cristo. 

Esse texto é um chamado à autenticidade. Ele alerta que é possível estar dentro da igreja, usar a linguagem cristã e ocupar cargos de liderança, e ainda assim estar espiritualmente morto ou agindo contra o Reino de Deus, caso a motivação seja a vaidade, o poder ou o dinheiro, em vez do amor e da verdadeira justiça divina. 

 

Anselmo Silva