Bem vindo - Welcome - Bienvenido

Mensagens Bíblicas, Estudos & Meditações.

terça-feira, 5 de abril de 2016

QUE DIREMOS POIS?

Que diremos pois? Permaneceremos no pecado para que a graça nos abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? (Rm, 6:1-3).

Para entender esses dois versículos, é preciso lé a segunda metade do capitulo 5, onde o Apóstolo Paulo fala sobre a justificação pela fé, paz e graça de Deus; com enfase no verso 20 que diz: "onde o pecado abundou, superabundou a graça".

O que isso significa? É importante refletirmos que a permanência no pecado é iniquidade e morte espiritual. Estávamos mortos em pecados e ofensas para Deus (separados de Deus pelo pecado original) , mas vindo Cristo, nos ressuscitou com Ele, e agora estamos vivos para Deus e mortos para o pecado (Rm 6: 2). A graça de Deus abundou sobre o pecado, a justiça e a misericórdia de Deus foram maiores que a nossas ofensas.

O que faremos então? Devemos permanecer no pecado afim de que a graça de Deus nos seja abundante? De maneira nenhuma; Isto é pensar que quanto mais for os pecados, mais será abundante a graça de Deus em nossas vidas; não é bem assim, não podemos permanecer no pecado e viver nele. Não é assim que se desperta a atenção do Senhor para nossas vidas. O que ganharemos nós se permanecermos no pecado? sendo que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna (Rm 6:23). Não é porque fomos os maiores pecadores que por isso acharemos que somos mais dignos de maior honra e abundancia de graça do que os outros; pois na verdade estávamos todos nós igualmente debaixo do pecado, desonrando nossos corpos cometendo torpezas e alimentando concupiscências (Rm 6:12-13) Mas Deus provou o seu amor em que Cristo nos salvou sendo nós ainda pecadores, morrendo pelo os nossos pecados (Rm 5:8)

O capitulo 6 de Romanos é uma exortação a não permanecer no pecado, pois estamos mortos para o pecado (Rm 6: 2,6,10,12,13). É também uma severa critica para aqueles que valendo-se das misericórdias de Deus, buscam oportunidade para cometer pecado, por não estarmos debaixo da lei, que consistia em morte; e sim debaixo da graça, onde opera a misericórdia de Deus (Rm 6: 15) Porque o pecado não tem mais domínio sobre aqueles pelo qual Cristo morreu (Rm 6: 6,14,18,22) Portanto não devemos da oportunidade ao pecado em nossas vidas, pelo fato de estarmos debaixo da graça de Deus e não dá lei (Rm 6:15) Ainda que debaixo da graça, onde opera a misericórdia, não pequeis; e, se pecarmos, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo (Jo 2:1).

Anselmo Conceição

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Farisaísmo na Igreja Moderna


O texto é uma exortação (um alerta) direcionada aos cristãos modernos, utilizando a figura histórica dos fariseus como um "espelho negativo" para ilustrar o perigo da religiosidade vazia, do legalismo e da hipocrisia. 

[...] Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus (Mateus 5:20). 

Fariseu, palavra que quer dizer "separados", referia-se a um grupo religioso fanático, numeroso e influente. Acreditavam que somente eles, com seus rígidos costumes e tradições religiosas criados pelos anciãos, poderiam entrar no paraíso. Eram eles que divulgavam as tradições orais e os costumes observados com rigor; os da época de Jesus ensinavam ao povo costumes e rituais extrabíblicos. 

O Senhor Jesus alertou os seus discípulos a ficarem longe do que Ele chamou de "fermento", que são as doutrinas heréticas dos fariseus e suas tradições e costumes, que não passam de mandamentos de homens. Os fariseus, por causa das tradições recebidas dos antigos, chegavam ao ponto de invalidar, em muitos casos, a Palavra de Deus. Reprovaram até mesmo Jesus por Ele não se enquadrar em seus rígidos padrões de conduta. Os fariseus eram pessoas avarentas, que amavam as riquezas e o ser vistos pelo povo; gostavam de aparentar humildade e santidade para serem elogiados pelas pessoas. 

Os fariseus gostavam de ostentar seus filactérios: palavra advinda do grego que significa "meio de proteção" ou "amuleto". Os judeus religiosos chamavam-no de tephillim, que quer dizer "orações". Eles os traziam amarrados em suas testas, entre os olhos, ou no braço esquerdo na altura do coração, e nas soleiras e nos batentes das portas de suas casas, por causa de uma extrema interpretação da Torá (Deuteronômio 6:6-9). 

Filactérios eram minúsculos pergaminhos onde escribas escreviam algumas passagens da Torá/Lei (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) com letras miúdas e em hebraico; usavam-nos o dia inteiro e nem mesmo os tiravam para dormir ou tomar banho. Os fariseus ostentavam seus filactérios, e Jesus condenou essa abusiva ostentação (Mateus 23:1-3). Jesus não usou esses filactérios, nem seus discípulos. Os fariseus também impediam o povo de ir até Jesus, e o Mestre os repreendeu por isso; não queriam entrar no Reino de Deus e nem deixavam o povo entrar (Mateus 23:13). 

 

Jesus, no relato de Mateus, capítulo 23, faz uma severa crítica aos costumes dos fariseus e suas práticas religiosas: "Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus". Os fariseus ensinavam as leis ao povo, mas não as praticavam. Queriam que o povo observasse as tradições dos antigos e as leis de Moisés, atando fardos pesados e difíceis de suportar aos ombros do povo, porém eles mesmos não queriam carregar. Tudo quanto faziam, faziam a fim de que fossem vistos pelos homens. Traziam pendurados em suas testas, no meio de seus olhos, largos filactérios. Amavam os melhores lugares, os primeiros assentos nas ceias e nas sinagogas. Gostavam de ser saudados nas praças, queriam todas as atenções para si; queriam ser chamados de rabi (mestre). Porém, um só é o nosso Mestre, a saber, o Cristo. Os sacerdotes fariseus aproximavam-se dos infiéis a fim de convertê-los ao judaísmo e, depois, transformavam-nos em fariseus como eles (Mateus 23:15). 

Mas quando é que o crente se torna um fariseu? Primeiro, vamos ver algumas das características dos fariseus: 

a) Eram avarentos, amavam as riquezas; 

b) Invalidavam a Palavra de Deus por causa de tradições e preceitos de homens; 

c) Atavam fardos pesados aos outros, que nem eles mesmos queriam mover com a ponta dos seus dedos; 

d) Eram presunçosos e hipócritas. 

O crente se torna fariseu quando... 

  • Quando se torna fanático, impondo regras e preceitos de homens aos irmãos que nem ele mesmo consegue cumprir. 
  • Quando invalida os mandamentos de Deus por causa de tradições e costumes de homens. 
  • Quando se aproxima de alguém por interesse próprio e, com o "fermento", convence-o à sua causa. 
  • Quando se apega às coisas desta vida, deixando de buscar o Reino de Deus e a sua justiça para que, assim, as demais coisas vos sejam acrescentadas. 
  • Quando aborrece os irmãos a ponto de lhes lançar tropeços que os impedem de buscar a Cristo e permanecer no Reino de Deus. 
  • Quando não entra pela porta estreita e impede os demais irmãos de entrar. 
  • Quando passa a amar as riquezas mais do que a Deus e a Jesus Cristo. 
  • Quando passa a gostar de ser saudado nas ruas com o título eclesiástico que recebeu. 
  • Quando passa a ostentar roupas, sapatos, títulos, bens materiais, anéis de doutorado em teologia, viagens internacionais etc., e não mais as marcas de combate de um bom soldado de Cristo. 

Esse texto é um chamado à autenticidade. Ele alerta que é possível estar dentro da igreja, usar a linguagem cristã e ocupar cargos de liderança, e ainda assim estar espiritualmente morto ou agindo contra o Reino de Deus, caso a motivação seja a vaidade, o poder ou o dinheiro, em vez do amor e da verdadeira justiça divina. 

 

Anselmo Silva 

 

E VINDO ELE EVANGELIZOU A PAZ

 ''E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto''
(Efésios 2:17)


Muitos tem se entregado a vaidades dos seus sentidos; escurecidos no entendimento, separados de Deus por serem ignorantes e duros de coração; Pois havendo perdido todo o sentimento, se entregam as dissoluções, cometendo todo tipo de pecado (conf.: Ef, 4: 18-19); Por isso são cheios de inimizades, odiando-se uns aos outros sem amor e afeição natural. Em um mundo em que muitos rejeitam o amor de Deus e não obedecem a sua palavra, não querendo ser salvos, é notório que racismo, preconceito, guerras, intolerâncias, violência, inimizades e etc. existam. Viver sem preconceito, racismo, guerras e rumores de guerra, violência e medo por todos os lados e em perfeita paz, só será possível através de Cristo; nem mesmo organizações governamentais ou não, são capazes de fazer o que fez Jesus por nós. Nós andávamos sem Cristo, entregues aos desejos enganosos do nosso coração, estávamos separados da comunhão com o povo santo de Deus (o Israel fiel de Deus), estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo; Mas agora em Cristo nós que estávamos longe, podemos chegar perto de Deus através do sangue de Jesus; Ele é a nossa paz e de ambos os povos fez um, em um único corpo, derrubando a parede de separação que havia entre nós. Ele desfaz inimizades, criando em nós um novo homem trazendo a paz. Pela cruz ele nos reconciliou com Deus; Ele é capaz de desfazer as inimizades que temos uns com os outros. Ele evangelizou a paz a nós que estávamos longe da comunhão com Deus.  Jesus Cristo é a cura para todas as mazelas da sociedade; Ele é o embaixador da paz, o mediador da paz entre as nações; Ele é a solução. Jesus Cristo é a paz que você procura.


A paz que você precisa está em Jesus; visite uma igreja evangélica, aceite a Ele como teu Senhor e salvador.  Jesus te ama e quer te salvar!

Anselmo Silva